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19/05/2026

LUCIANA SANTOS: BRASIL PODE OCUPAR LIDERANÇA CIENTÍFICA, TECNOLÓGICA E INDUSTRIAL

Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, e o presidente Lula inauguraram quatro novas linhas do acelerador de partículas Sirius, em Campinas (SP).

Por Murilo da Silva

Ao destacar que “conhecimento também é soberania”, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, fez um importante discurso durante a inauguração nesta segunda-feira (18) das quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, em Campinas (SP).

A ministra e presidenta nacional licenciada do PCdoB esteve com o presidente Lula em visita ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), onde fica o Sirius, e destacou na sua fala a importância dos investimentos em ciência e tecnologia para colocar o Brasil no lugar de protagonista mundial.

Além da inauguração das linhas de luz síncrotron, a comitiva ainda visitou as obras do Orion, complexo laboratorial para pesquisas avançadas em patógenos, financiado pelo Novo PAC. O local será inédito na América Latina e deverá pesquisar, conectado à luz síncrotron, os microrganismos mais perigosos e letais do mundo, pois terá instalações de máxima contenção biológica (NB-4) — grau máximo de proteção em laboratórios.

“O que celebramos aqui vai muito além das novas linhas do Sirius ou do avanço das obras do Órion. O que vemos aqui é a prova de que o Brasil pode ocupar o lugar de liderança científica, tecnológica e industrial no mundo. Durante muito tempo tentaram convencer o nosso povo de que as estruturas científicas de ponta pertenciam apenas às grandes potências. Mas o CNPEM ajudou o Brasil a romper essa lógica de dependência e mostrou que conhecimento também é soberania”, afirma Luciana.

Segundo a ministra, antes do Sirius, pesquisadores e pesquisadoras brasileiras dependiam de laboratórios estrangeiros para realizar estudos avançados em materiais, proteínas, vírus e tecnologias estratégicas. Isso atrasava pesquisas e limitava profundamente a capacidade do Brasil de produzir conhecimento em áreas fundamentais para o desenvolvimento nacional. No entanto, o Sirius mudou essa realidade e colocou o país em outro patamar científico e tecnológico.

“O Brasil passou a integrar um grupo extremamente seleto de países que dominam tecnologia de fontes de luz síncrotron de quarta geração. O Sirius é a mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil e abriga um dos maiores aceleradores de elétrons do mundo. O que nos permite desenvolver pesquisas em medicamentos, vacinas, semicondutores, baterias e minerais estratégicos”, completa a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos.

Na ocasião, ainda foi lançada a pedra fundamental do polo de inovação em saúde do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde. O primeiro polo do programa irá acelerar o desenvolvimento de tecnologias críticas para o Sistema Único de Saúde (SUS). “Qualquer quantidade de milhões que colocarmos é muito pequena diante da quantidade de milhões que isso aqui vai render para o futuro do país e para o futuro da sociedade brasileira”, destaca Lula.

Na visão do presidente, é fundamental mudar a lógica para deixar de encarar como gasto os investimentos em educação e ciência.

“Quando se apresenta um projeto muito importante, seja para a área que for, a gente sempre fica dizendo ‘eu não tenho dinheiro’, ou muitas vezes que custa muito caro. E a gente nunca se pergunta: se custa caro fazer, quanto custa não fazer?”, questiona o líder brasileiro.

Fonte: Portal Vermelho

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