Informativo
DESEMPREGO SEGUE EM QUEDA E 2025 TEM MENOR TAXA DA SÉRIE HISTÓRICA
Índice anual foi de 5,6% no ano
passado, o menor desde 2012. Ao todo, 20 unidades da federação atingiram a
menor taxa de desocupação da série histórica.
Por
Priscila Lobregatte
O
desemprego continuou sua trajetória de queda em 2025. A taxa anual foi de 5,6%,
a menor desde 2012 — em 2024, era de 6,6%. Quando analisado somente o quarto
trimestre, o recuo também foi significativo: o desemprego saiu de 5,6% para
5,1% na comparação com os três meses anteriores (no mesmo período de 2024, a
taxa era de 6,2%). Ao todo, 20 unidades da federação atingiram a menor taxa de
desocupação da série histórica.
Os dados fazem parte da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios Contínua), divulgada nesta sexta-feira (20) pelo IBGE.
“A mínima histórica em 2025 decorre do dinamismo observado no
mercado de trabalho, impulsionados pelo aumento do rendimento real. Contudo, a
queda da desocupação mascara problemas estruturais: Norte e Nordeste mantêm
informalidade e subutilização elevadas, evidenciando ocupações de baixa
produtividade”, explica William Kratochwill, analista da pesquisa.
De acordo com a Pnad Contínua, as maiores taxas de desemprego em
2025 foram registradas na Bahia (8,7%), Pernambuco (8,7%) e Piauí (9,3%). Já as
menores ficaram com Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do
Sul (3%).
No
recorte por gênero e raça, a Pnad Contínua mostra que as mulheres e os negros
seguem com as piores taxas no caso da desocupação. Este índice foi de 4,2% para
os homens e 6,2% para as mulheres no quarto trimestre. Já a taxa de desocupação
por cor ou raça ficou abaixo da média nacional para os brancos (4%) e acima
para os pretos (6,1%) e pardos (5,9%).
Com relação ao grau de escolaridade, foi verificado que a taxa
de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (8,7%) foi maior do
que as dos demais níveis de instrução. Para as pessoas com nível superior
incompleto, a taxa foi de 5,6%, mais que o dobro da verificada para o nível
superior completo (2,7%).
Subutilização
e informalidade
Quanto à subutilização — grupo que abrange desempregados,
subempregados por insuficiência de horas e força de trabalho em potencial —, a
taxa nacional foi de 14,5% no ano. No recorte estadual, Piauí (31%) teve a
maior taxa, seguido por Alagoas (26,8%) e Bahia (26,8%). As menores foram
detectadas em Santa Catarina (4,6%), Mato Grosso (6,8%) e Espírito Santo
(7,4%).
No que diz respeito à informalidade, a taxa foi de 31% da
população ocupada, sendo que as maiores foram verificadas no Maranhão (58,7%),
Pará (58,5%) e Bahia (52,8%); e as menores, em Santa Catarina (26,3%), Distrito
Federal (27,3%) e São Paulo (29%).
Outro dado relevante trazido pelo levantamento trata da redução
de 19,6% no número de pessoas que buscavam trabalho há dois anos ou mais no
quarto trimestre de 2025, em relação ao mesmo trimestre de 2024. Com essa
queda, a quantidade de pessoas que procuravam um posto de trabalho há dois anos
ou mais saiu de 1,3 milhão para 1,1 milhão.
Rendimentos
A Pnad também trouxe dados referentes ao valor anual do
rendimento real habitual, que chegou a R$ 3.560. Os maiores valores foram os do
Distrito Federal (R$ 6.320), São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177).
Os menores valores foram de Maranhão (R$ 2.228) e Bahia (R$ 2.284).
Já o rendimento médio habitual cresceu no quarto trimestre de
2025 ante igual período de 2024, saindo de R$ 3.440 para R$ 3.613, assim como
aumentou na comparação com o trimestre imediatamente anterior, quando estava em
R$ 3.527.
Em sua totalidade, a massa de rendimento médio real do trabalho
no país foi estimada em R$ 367.551 milhões, registrando crescimento tanto
frente ao trimestre anterior (R$ 356.668 milhões), quanto frente ao quarto
trimestre de 2024 (R$ 345.521 milhões).
Fonte:
Portal Vermelho
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