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19/01/2026

NO THE NEW YORK TIMES, LULA AFIRMA: "ESSE HEMISFÉRIO PERTENCE A TODOS NÓS"

Em artigo no jornal dos EUA, o presidente brasileiro diz que o ataque de Trump à Venezuela representou mais um capítulo lamentável da erosão do direito internacional.

Por Murilo da Silva

O jornal The New York Times, dos Estados Unidos, publicou neste domingo (18) artigo assinado pelo presidente Lula em que o mandatário brasileiro manifesta contrariedade ao ataque de Donald Trump contra a Venezuela.

Sob o título Esse Hemisfério pertence a todos nós“, Lula afirma que o bombardeio dos EUA em Caracas, seguido da prisão do presidente Nicolás Maduro, representou “mais um capítulo lamentável da contínua erosão do direito internacional e da ordem multilateral estabelecida após a Segunda Guerra Mundial”. O título é uma referência direta à frase publicada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, liderado por Marco Rubio, ao reivindicar o Hemisfério Ocidental como área de controle de seu país.

Para Lula, é preocupante que práticas ameaçadoras à estabilidade mundial sejam praticadas na América Latina e no Caribe, pois trazem “violência e instabilidade” para uma região do mundo “que busca a paz por meio da igualdade soberana das nações” e que recusa o uso da força.

O presidente brasileiro reforça: “Não seremos subservientes a empreendimentos hegemônicos.”

Ao se referir à ação militar, Lula destaca que “nenhum líder detém monopólio sobre o sofrimento de seu povo. Mas não é legítimo que outro Estado arrogue para si o direito de fazer justiça”.

Em específico sobre a Venezuela, ele foi categórico ao dizer que o futuro do país, assim como de qualquer outro, deve ficar nas mãos da população: “Apenas um processo político inclusivo, liderado por venezuelanos, levará a um futuro democrático e sustentável.”

Um assunto recorrente nas avaliações feitas pelo brasileiro tem sido a perda de representatividade de organismos internacionais. Nesse sentido, alerta que a tentativa de diminuição da Organização das Nações Unidas (ONU) e de seu Conselho de Segurança pelos EUA é uma ameaça ao sistema global.

“Se as normas são seguidas apenas de forma seletiva, instala-se a anomia, que enfraquece não apenas os Estados individualmente, mas o sistema internacional como um todo”, entende, ao classificar que sociedades democráticas são calcadas em regras compartilhadas e seguidas.

Apesar das críticas e recados, o presidente do Brasil reforça que as relações com os EUA devem ser pautadas na união de esforços por planos de investimento, comércio e combate ao crime organizado. Por fim, ele salienta que “as duas democracias mais populosas do continente americano” devem juntas “superar os desafios que afligem um hemisfério que pertence a todos nós.”

Fonte: Portal Vermelho

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