Informativo
"A luta em defesa dos direitos dos trabalhadores vai continuar", avisa presidente da CTB-RS
Guiomar Vidor, presidente da CTB-RS e da
Fecosul (Federação dos Comerciários do RS) , que esteve em Brasília com
dirigentes sindicais da entidade, na última terça-feira (11/7), acompanhando a
votação do PL 38/2017, usou a palavra resistência, para resumir o
posicionamento da entidade daqui para frente.
“O pior aconteceu, mesmo com mais de 85% da
população brasileira sendo contrária a aprovação da reforma, os senadores, em
sua maioria, votaram com o governo, a favor do texto, atacando, mais uma vez, a
classe trabalhadora do nosso país. A nós cabe a resistência, dia após dia, nas
ruas, nas negociações com os empregadores e no judiciário, visto que a maioria
das alterações são inconstitucional”, afirmou Vidor.
O texto-base da reforma trabalhista, proposto
pelo governo Michel Temer no ano passado e articulada pelo empresariado, foi
aprovado no Senado, na noite da última terça-feira, por 50 votos a 26 – com uma
abstenção. O projeto prevê mais de 200 alterações em trechos da CLT, com
destaque para pontos que poderão ser negociados diretamente entre empregadores
e empregados, trabalho intermitente, terceirização plena, redução de horário de
alimentação para 30 minutos, limitação da justiça do trabalho, trabalho
insalubre para mulheres grávidas, enfraquecimento dos sindicatos, dentre outros
temas.
A reforma, no entendimento do movimento
sindical e demais entidades que debatem e vivenciam o mundo do trabalho
diariamente, como OAB, Amatra, Agetra, Ministério Público do Trabalho, Justiça
do Trabalho, apresenta vários pontos de inconstitucionalidade e representa o
maior retrocesso da história brasileira, pois fragiliza tanto as relações de
trabalho como a justiça do trabalho.
Em ato realizado no dia da votação, em frente
ao TRT, em Porto Alegre, a presidente do Tribunal, a desembargadora Beatriz
Renck, falou em prejuízo aos trabalhadores e destacou algo ainda mais grave.
“As leis trabalhistas, no Brasil, são protetivas, pois não existe uma relação
de igualdade entre os que precisam do emprego para sobreviver e aqueles que os
empregam. Com a reforma, a proteção ao trabalhador diminui e a exploração
aumenta”, resumiu a desembargadora.
Por
Juliana Figueiró Ramiro / Fecosul
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